Ainda que eu falasse línguas,
a dos homens e dos anjos, se não
tivesse amor, seria como sino
ruidoso ou como címbalo estridente.
Ainda que tivesse o dom da profecia, o
conhecimento de todos os mistérios e de toda a ciência;
ainda que tivesse toda a fé, a ponto de
transportar montanhas, se não tivesse amor, nada seria.
Ainda que distribuísse todos os meus bens
aos famintos, ainda que entregasse o meu
às chamas, se não tivesse amor, nada
disso me adiantaria.
O amor é paciente, o amor é prestativo;
não é invejoso, não se ostenta, não se incha de orgulho.
Nada faz de inconveniente, não procura o seu próprio interesse,
não se irrita, não guarda rancor.
Não se alegra com a injustiça, mas regozija-se com a verdade.
Tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.
O amor jamais passará.
quarta-feira, 12 de janeiro de 2011
sexta-feira, 17 de dezembro de 2010
Thanks for the Memories - Cecelia Ahern
"Fecha os olhos e concentra-te na escuridão.
Era este o conselho que o meu pai me dava, quando era pequena e não conseguia adormecer. Acho que agora ele não quereria que eu o fizesse, mas, de qualquer das formas, dediquei-me plenamente à tarefa. Estou concentrada nessa escuridão imensa que se estende muito para além das minhas pálperas fechadas. Apesar de estar deitada no chão, imóvel, sinto-me como se estivesse empoleirada no ponto mais alto que pudesse estar, a tentar agarrar uma estrela no céu nocturno, com as pernas a balouçar por cima do vazio negro e frio. Olho uma última vez para os dedos que envolvem a luz e liliberto-a. Então desço, primeiro em queda livre, depois a flutuar, e novamente em queda, e espero pela aterragem na minha vida."
É assim que a autora de P.S. - Eu amo-te começa a sua obra recentemente traduzida para o Português. A história desenvolve-se ao estilo de uma comédia romântica, com o intuito nítido de se assemelhar a um argumento. A leitura é agradável e facilmente se consegue imaginar a personagem principal como protagonista num filme ao estilo do "P.S. I love you".
Saltitando entre os subúrbios de uma Irlanda conservadora e a metrópole londrina, perpassada pelo humor britânico, conferido pelas personagens estereotipadas, as suas "saídas" e comportamentos inesperados, a autora veicula de uma forma sublime a temática do encontro fortuito, cuja causa poderá ser mais ou menos controversa nos meios científicos.
Depois de um episódio infortuno, que a leva a uma depressão e à análise da sua vida até então, a personagem principal embarca na busca da sua verdadeira identidade, num toca e foge constante até, finalmente, aterrar no seu verdadeiro "eu" e nas escolhas que à partida seriam as mais certas.
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