Tinha por hábito abrir um pacote de cigarros todas as Segundas-feiras e contar um a um, que ia fumando até ao final da semana. Descartava-os. Não os consumia como se de um acto de amor se tratasse. Limitava-se a fumá-los. Serviam-lhe de consolo por tudo o que tinha abandonado e amado. Sim, estava bem na vida, não podia queixar-se, mas a que preço? Já tinha vivenciado muito, tinha amado muitas mulheres, visitado muitos lugares, feito muito dinheiro. Mas faltava-lhe a única coisa que tinha deixado para trás, que um dia queria ter tido só para si. A única mulher que só seria sua quando tivesse a coragem de superar medos e derrubar escudos bem impregnados na sua personalidade. Bolas! Pensara que já tinha superado... Um dia o assunto haveria de se resolver e no fundo sabia que nesse dia seria o homem mais feliz do Universo. Só lhe faltava uma réstea de coragem. Sabia-o!
terça-feira, 25 de maio de 2010
Ondeando
Um sorriso aberto a ocidente,
o despertar de uma sensação nova
o desespero de não alcançar, de não ter;
A nuvem de amargura sobre o ser
O negrume da tristeza pálida.
O rodopiar da rotina insaciável
A alegria dos encontros fortuitos
O amor no seu expoente máximo
E a mágoa do não haver.
O prazer puro da entrega à luxuria
A calma no fundo de um cachimbo
A incerteza da felicidade
Encontrada na recordação.
O coração num pranto desesperado
O sorriso numa desdita constante
A vontade de partir
De se entregar e de amar!!
o despertar de uma sensação nova
o desespero de não alcançar, de não ter;
A nuvem de amargura sobre o ser
O negrume da tristeza pálida.
O rodopiar da rotina insaciável
A alegria dos encontros fortuitos
O amor no seu expoente máximo
E a mágoa do não haver.
O prazer puro da entrega à luxuria
A calma no fundo de um cachimbo
A incerteza da felicidade
Encontrada na recordação.
O coração num pranto desesperado
O sorriso numa desdita constante
A vontade de partir
De se entregar e de amar!!
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