Über meinem Horizont
Allein auf Wolke sieben
Sehe ich die ganze Welt
Und versuche zu entfliehen;
Dich habe ich entlassen
Sich habe ich vergessen
Und nun ist nichts mehr
Und nun geht nichts mehr;
Zusammen auf der Erde
Auf dem höchsten Hügel
Umarmen wir uns
Für die ganze Welt
Und wollen nicht vergeben;
Ihn haben wir entlassen
Sie haben wir vergessen
Und es ist nur Uns
Und es bleibt nur Uns;
In Unruhe verloren auf einsamen Weg
In unzufriedener Umgebung
Dich habe ich entlassen
Sich habe ich vergessen
Und nun ist nichts mehr
Und nun geht nichts mehr;
Dich habe ich entlassen
Sich habe ich vergessen
Und nun ist nichts mehr
Und nun geht nichts mehr;
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010
Saltitante, ondeando vejo-te num desespero estonteante
Sozinha, amarga amarras a saudade
Soltas um grito
Libertas-te do turpor
Sem qualquer pudor
Deixa que te leve
Para além do horizonte
Deixa que te ame
Com um sorriso a Norte
Ansiosa, nervosa ficas inerte à minha frente
Estonteias a tua sensatez
Abres um sorriso
Libertas o teu amor
Sem qualquer pudor
Deixa que te abrace
Para além de toda a eternidade
Deixa que te acaricie
Com mais do que fraternidade
Não me abandones
Ama-me para todo o sempre
Deixa-te ir sem amargura
Entrega-te à nossa ternura
Sozinha, amarga amarras a saudade
Soltas um grito
Libertas-te do turpor
Sem qualquer pudor
Deixa que te leve
Para além do horizonte
Deixa que te ame
Com um sorriso a Norte
Ansiosa, nervosa ficas inerte à minha frente
Estonteias a tua sensatez
Abres um sorriso
Libertas o teu amor
Sem qualquer pudor
Deixa que te abrace
Para além de toda a eternidade
Deixa que te acaricie
Com mais do que fraternidade
Não me abandones
Ama-me para todo o sempre
Deixa-te ir sem amargura
Entrega-te à nossa ternura
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
Um cidade europeia
Sentada na pequena varanda virada para a rua, observava o burburinho da cidade. Estava debruçada sobre uma das mais emblemáticas ruas da cidade. Os lojistas dispunham a sua mercadoria de forma estratégica, para atrair o turista. Vendiam, sobretudo, o que os menos aficcionados da cultura popular designam de kitsch nacionalista. As montras amplas faziam questão de chamar a atenção sobre o seu conteúdo pela sua diversidade. Um ou outro expositor exibia com uma variedade cromática invejável as atracções turísticas da cidade e mesmo do País.
Nessa manhã não lia, tinha o pensamento vazio, inerte. Ao invés do que lhe era habitual preferiu retrair-se no seu espaço sem qualquer tipo de interacção. Ficou ali a observar. Aquela mulher insegura de chapéu de palha e de calções, notoriamente estrangeira, acompanhada por um homem bastante mais novo, cheio de vaidade e auto-confiança. Constratavam não se pela idade e pela postura, mas pela forma como abordavam o meio que os rodeava. Não obstante, quando trocaram olhares a cumplicidade e o companheirismo era incontestável. Ninguém podia negar que eram amantes. Não era ocasional nem passageiro, não, eram amantes no verdadeiro sentido (...)
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