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segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Sentada

Com um sorriso a varrer-lhe levemente o rosto, sentiu a brisa acariciar-lhe os cabelos elevando-os em pequenas ondas dançantes. Estava sentada na sua esplanada de eleição, não naquela que fica no meio do burburinho e da azáfama da cidade. Não, essa hoje não se afeiçoaria ao seu estado de espírito. Sentia o sol, e queria tê-lo presente no seu rosto por tempo indefinido. A esplanada da Costa dos Murmúrios, da Jangada de Pedra e da Menina e do Mar. As cadeiras rodadas por indíviduos que procuraram nela um abrigo, uma janela para a perfeição infinita. Sim, era essa a sua esplanada que proporcionava um olhar sobre o horizonte crespuscular mergulhado na imensidão do ser, na solicitude da esperança... O mar! O céu! Toda a natureza no seu infinito esplendor torturado pela beleza da inexistência.

Ficou sentada, inerte, só difrutando da languidez de quem sabe o que quer.

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Amai os vossos inimigos

“Amai os vossos inimigos e fazei o bem aos que vos odeiam...”

Tinha aprendido essa lição o pequeno Jerry, o menino negro de Washington que, devido ao seu elevado coeficiente de inteligência, fora admitido numa classe especial formada só por meninos brancos. Mas a sua inteligência não tinha sido suficiente para convencer os colegas de que era igual a eles. A sua pele negra havia atraído o ódio geral, tanto é que, no dia de Natal, todos os meninos trocaram presentes, ignorando Jerry. O menino chorou; é compreensível! Mas quando chegou a sua casa pensou em Jesus: “Amai os vossos inimigos” e, de acordo com a mãe, comprou presentes, que distribuiu com amor a todos os seus “irmãos brancos”.

“Amai os vossos inimigos... orai por aqueles que vos caluniam.”

Como sofreu naquele dia Elisabete, a menina italiana que, ao entrar na Igreja para assistir à missa, foi ridicularizada por um grupo de colegas! Embora quisesse reagir, sorriu e, já na igreja, fez uma oração especial por eles. Na saída perguntaram-lhe o motivo do seu comportamento, que ela explicou com o fato de ser cristã. Devia, portanto, amar sempre. E disse isso com uma ardorosa convicção. O seu testemunho foi premiado: no domingo seguinte viu todos aqueles colegas na igreja, muito atentos, na primeira fila.
Assim os jovens encaram a palavra de Deus. Por isso são grandes diante dele.
Talvez convenha que também nós resolvamos alguma situação, tanto mais que seremos julgados da maneira como julgarmos os outros. De fato, somos nós que damos a Deus a medida com a qual Ele deverá medir-nos (cf. Mt 7,2). Porventura não lhe pedimos: “Perdoai as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido” (cf. Mt 6,12)? Portanto, amemos o inimigo!
Só agindo assim podemos recompor as faltas de unidade, derrubar barreiras, construir a comunidade.
É pesado? É difícil? Só o fato de pensar nisso já nos tira o sono? Coragem! Não é o fim do mundo: um pequeno esforço de nossa parte, depois os restantes 99 por cento Deus é quem faz e… no nosso coração haverá uma alegria imensa.

Chiara Lubich

Nem sei...

Agora já não terei mais saída. Ao longo dos anos alguém teceu as teias cuidadosamente para me deixar nesta situação de desespero. Foi um acto bem calculista e frio. Devo dizer que não tenho o mínimo de respeito por essa pessoa. E por muito que continue a manipular, primeiro em nome de Deus e depois em nome de qualquer outra entidade, deixei de a ter em consideração. O que fez à minha família, pais, irmão e filho não tem explicação e vai para além de qualquer tipo de humanismo. Declara um sangue-frio muito grande e um oportunismo atroz.
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