Saiu da sala e hesitou em dirigir-se ao aluno desinteressado, demoveu-o o pressentimento que a outra parte o iria receber de bom grado. Que tal ir até ao bar tentar travar conhecimento com alguém? Tinha necessidade de falar nem que fosse só do tempo, mas como? Não tinha à vontade suficiente para meter conversa com quem quer que fosse. Aos homens não saberia o que dizer (e a maior parte deles estaria mais preocupado em demonstrar a sua superioridade material, intelectual, viril, etc.), com as mulheres era sempre um risco muito grande (a desconfiança deste género desde sempre o intrigara).
Entrou no bar, pediu de forma educada uma sandes e um compal, ao qual a empregada respondeu com um seco "não temos compal", como se fosse uma ofensa pedir um produto que não constasse das existências daquele bar. O lagarto dentro de si contorceu-se, escondeu a cabeça no dorso, e fazendo um esforço para dissimular o seu embaraço, pediu uma água, bebida disponível em toda adega e restaurante do mundo civilizado. Com o mesmo modo carrancudo a empregada informou-o do preço e atirou-lhe o troco juntamente com um pedaço de papel para dentro de um pires colocado sobre a registadora. "Peça à minha colega ao balcão" o significa de tal gesto.
Sentado à mesa do bar da faculdade, levou algum tempo para iniciar o ritual de alimentar o seu organismo, tão absorto estava na observação de quem o rodeava. Aqui e além solitários como ele enfiados com a cabeça dentro dos livros, preocupados com certeza com o próximo exame, tese ou publicação, demasiado perto já para absorver todo o conhecimento desejado para o concretizar na perfeição. Ao lado, pequenos grupos introvertidos nas experiências comuns, fora daquele estabelecimento riam e expunham toda a magia do bem estar em grupo.
Pegou, por fim, na sandes...
Entrou no bar, pediu de forma educada uma sandes e um compal, ao qual a empregada respondeu com um seco "não temos compal", como se fosse uma ofensa pedir um produto que não constasse das existências daquele bar. O lagarto dentro de si contorceu-se, escondeu a cabeça no dorso, e fazendo um esforço para dissimular o seu embaraço, pediu uma água, bebida disponível em toda adega e restaurante do mundo civilizado. Com o mesmo modo carrancudo a empregada informou-o do preço e atirou-lhe o troco juntamente com um pedaço de papel para dentro de um pires colocado sobre a registadora. "Peça à minha colega ao balcão" o significa de tal gesto.
Sentado à mesa do bar da faculdade, levou algum tempo para iniciar o ritual de alimentar o seu organismo, tão absorto estava na observação de quem o rodeava. Aqui e além solitários como ele enfiados com a cabeça dentro dos livros, preocupados com certeza com o próximo exame, tese ou publicação, demasiado perto já para absorver todo o conhecimento desejado para o concretizar na perfeição. Ao lado, pequenos grupos introvertidos nas experiências comuns, fora daquele estabelecimento riam e expunham toda a magia do bem estar em grupo.
Pegou, por fim, na sandes...