sábado, 16 de agosto de 2008
O mundo em mudança
A revolução está preemente há mais de um século. A guerra impregnou o século XX ao nível mundial e, por muito que queiramos ignorar, continua a ditar as regras neste início de século e de milénio que começou com um acontecimento bélico agressivo e simbolicamente ditador do que se vislumbra no horizonte (em minha opinião) não muito longínquo. A civilização ocidental, os seus valores, as suas estruturas sociais e económicas foram postas em causa, atacadas e o seu símbolo máximo destruido. As ideologias endogenas têm desde então invadido de forma massiva o ocidente e uns, mais ou menos convencidos, mais ou menos fanáticos, têm arrastado outros. Estamos no meio de uma crise de valores morais, sociais, religiosos e mesmo económicos. Tudo indicia a aproximação do auge de uma crise/revolução que se arrasta há já muito tempo. Muito haveria para especular e discutir, mais opiniões houvesse sobre a questão.
quinta-feira, 7 de agosto de 2008
Ofertas, oferendas ou simplesmente desejo de empatia?
Ofereceu-lhe um pequeno anel de prata. A amizade que julgava existir entre ambos era por si sentida como um valor incalculável, para além de qualquer interesse ou valor material. Para si a simples presença da outra pessoa, o seu sorriso, a sua disponibilidade para conversar era por si só suficiente para amar, aceitar e elevar ao estatuto de amigo aquela pessoa. Abrira-lhe todo o seu ser, abrira-lhe a porta de casa e recebeu-a como se de família se tratasse. Agora, tinha-a à sua frente com um anel de prata na mão e uma exigência descabida, uma exigência de retorno. Não sabia como reagir, tudo o que sentia estava a ser pôr posto em causa. Recuou dois passos.
Já passara por esta situação antes. Amigos que julgara terem um sentimento reciprocidade igual ao seu, teceram juizos de valor sobre a sua pessoa baseada em rumores e manipulações de opinião. Não queria passar pelo menos. Agarrou na mão da sua amiga, fechou-a com o anel no seu interior e agradeceu. O anel ficara na posse de quem estimou como um ente querido.
A solidão passou a ser a sua companheira da noite e dos longos dias. Não queria passar pelo mesmo, não queria magoar nem ser magoado. Ficou. Viveu. E desejou que o mundo à sua volta não se regesse por essas questões mesquinhas. Inutilmente.
Já passara por esta situação antes. Amigos que julgara terem um sentimento reciprocidade igual ao seu, teceram juizos de valor sobre a sua pessoa baseada em rumores e manipulações de opinião. Não queria passar pelo menos. Agarrou na mão da sua amiga, fechou-a com o anel no seu interior e agradeceu. O anel ficara na posse de quem estimou como um ente querido.
A solidão passou a ser a sua companheira da noite e dos longos dias. Não queria passar pelo mesmo, não queria magoar nem ser magoado. Ficou. Viveu. E desejou que o mundo à sua volta não se regesse por essas questões mesquinhas. Inutilmente.
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