Páginas

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Um cidade europeia

Sentada na pequena varanda virada para a rua, observava o burburinho da cidade. Estava debruçada sobre uma das mais emblemáticas ruas da cidade. Os lojistas dispunham a sua mercadoria de forma estratégica, para atrair o turista. Vendiam, sobretudo, o que os menos aficcionados da cultura popular designam de kitsch nacionalista. As montras amplas faziam questão de chamar a atenção sobre o seu conteúdo pela sua diversidade. Um ou outro expositor exibia com uma variedade cromática invejável as atracções turísticas da cidade e mesmo do País.

Nessa manhã não lia, tinha o pensamento vazio, inerte. Ao invés do que lhe era habitual preferiu retrair-se no seu espaço sem qualquer tipo de interacção. Ficou ali a observar. Aquela mulher insegura de chapéu de palha e de calções, notoriamente estrangeira, acompanhada por um homem bastante mais novo, cheio de vaidade e auto-confiança. Constratavam não se pela idade e pela postura, mas pela forma como abordavam o meio que os rodeava. Não obstante, quando trocaram olhares a cumplicidade e o companheirismo era incontestável. Ninguém podia negar que eram amantes. Não era ocasional nem passageiro, não, eram amantes no verdadeiro sentido (...)

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

A montanha mágica


"Actualmente, não sei se caminho realmente pela boa via; de qualquer modo, quero deixar o mundo literário em plena efervescência e fugir do meu quarto sempre cheio de fumo de tabaco. Os livros que nele se amontoam oprimem-me ao ponto de me impedirem respirar. Expõem todas as espécies de verdades, desde a verdade histórica até à verdade do comportamento humano, e eu já não sei que utilidade elas têm. No entanto, elas entravam-me e eu debato-me nas suas redes, vivendo como um insecto apanhado na armadilha da teia de aranha."
É assim que se deve sentir volta e meia um escritor dedicado à sua arte!!


amazon.de

Concertos

Tickets mit Garantie