Sentou-se à beira do muro, pernas penduradas, cigarro na boca. Contemplava a planície que se perdia de vista. Atrás de si a densidade das árvores deixaram-no num sentimento de sufoco atroz. Tivera dficuldade na travessia deste mato repleto de moitas espinhosas e arbustos traiçoeiros. Sentia alívio. Achava-se agora sentado a um nível mais elevado e todos os enigmas que atormentaram a sua imaginação enquanto desbravava o tumulto que o rodeava resolviam-se pouco a pouco, fio a fio com uma clareza pouco vulgar. Desejava ter ali um instrumento do qual pudesse soltar acordes e sonoridades singulares. Estava só. Sentado entre uma densa floresta e uma planície encantadora.
Que sonho mais irritante que o atormentava noite após noite. Suplicou poder deitar-se e saber que iria dormir tranquilamente até ao raiar do sol.